O Fim da Ferramenta Única em Procurement
E-procs tradicionais atingiram seu limite e agora agentes de IA irão dominar as arquiteturas de compras
Semana passada, em um evento de compras, uma das melhores perguntas foi algo assim: "No futuro, teremos uma ferramenta única em compras, ou construiremos uma junção de diferentes ferramentas?"
A resposta veio dos próprios gigantes: Ariba e Coupa admitiram recentemente que precisam reconstruir suas plataformas do zero.
Os e-procs tradicionais não vão conseguir entregar a automatização que o mercado busca por 3 motivos:
- No e-proc o fluxo é fixo enquanto que os agentes de IA trabalham com interação, extraindo contexto do requisitante em tempo real.
- E-procs aceiam qualquer dado (o foco é o registro), enquanto que os agentes focam fundamentalmente em contexto e qualidade de dado
- Customizar um e-proc é lento e caro (dá-lhe Ariba!). Agentes de IA já nascem versáteis para diferentes categorias e casos de uso.
É difícil acreditar que os e-procs vão dominar esse espaço, não faz parte das competências tradicionais deles. Mas, não me entendam mal, os e-procs vão continuar existindo. O futuro é de uma conjunção de ferramentas, onde os agentes de IA ganham funções específicas e customizadas.
Exemplos de agentes que um player de e-proc dificilmente vai conseguir mandar bem:
- Cadastro de materiais
- Criação de escopos de serviços
- Busca de novos fornecedores
- Equalização de escopos de serviços
- Negociação automatizada
O futuro de Compras é claramente um ecossistema de agentes especialistas.